O PSDB vive uma crise prolongada em âmbito nacional desde meados da década passada, o que tem impactado diretamente sua força política nos estados. Na Paraíba, o cenário não é diferente: embora tenha conseguido eleger três deputados estaduais na legislatura atual, o partido teme não repetir — ou sequer manter — esse desempenho nas eleições de 2026.
Um dos principais nomes da sigla no estado, o deputado estadual Tovar Correia Lima, já admite publicamente a possibilidade de deixar o partido, acompanhando outros colegas de bancada. Segundo ele, o processo de esvaziamento vivido pelo PSDB está tornando a permanência insustentável.

“O PSDB está minguando. O partido precisa urgentemente se reencontrar. Se isso não acontecer, ele vai, naturalmente, deixar de existir. Não é uma questão de abandono, é uma constatação”, afirmou o parlamentar.
Apesar do sentimento de insatisfação, a saída de Tovar e de outros integrantes deve ocorrer apenas de forma segura, seja durante a próxima janela partidária, prevista para abril de 2026, seja por meio de carta de anuência da legenda, como forma de evitar punições por infidelidade partidária.
A apreensão aumenta diante da nova exigência da cláusula de barreira, que será mais rigorosa a partir do próximo ano. Para manter o acesso a recursos e tempo de propaganda, o partido precisará eleger pelo menos 13 deputados federais em nove estados ou obter 2,5% dos votos válidos nacionais, respeitando um desempenho mínimo em várias unidades da federação.



