A ausência do secretário Fábio Ramalho na mais recente reunião do secretariado do prefeito Bruno Cunha Lima deixou de ser um simples comentário de bastidores e passou a ser interpretada como um sinal claro de desgaste político dentro do Palácio Municipal de Campina Grande. Figura estratégica e um dos principais articuladores da gestão, Ramalho não apresentou explicações públicas, o que intensificou as especulações sobre um possível rompimento.
O episódio ocorre em um momento delicado da administração, marcada por dificuldades administrativas e questionamentos sobre a sustentação política do governo. Internamente, o clima é de apreensão.
Enquanto aliados tentam minimizar o impacto do gesto, outros avaliam que o distanciamento revela fissuras mais profundas na base do prefeito.
A cadeira vazia, mais do que simbólica, reacendeu dúvidas sobre a unidade do governo e levantou questionamentos sobre os próximos passos do prefeito e de seu até então fiel escudeiro.
Com o cenário político se redesenhando e as eleições de 2026 no horizonte, o silêncio de Fábio Ramalho passou a falar alto nos corredores do poder.



