A deputada estadual e presidente eleita do PT na Paraíba, Cida Ramos, não poupou palavras ao comentar o futuro da legenda no estado durante entrevista ao programa Frente a Frente, da TV Arapuan, nesta segunda-feira (7). Ela defendeu que o Partido dos Trabalhadores tenha papel central nas eleições de 2026 e deixou claro que não pretende aceitar alianças que contrariem os princípios do partido.
“Um partido que comanda o país não pode aceitar ser coadjuvante. Não vou entrar pela porta dos fundos. Vou entrar pela frente”, declarou a deputada, reforçando sua disposição de liderar o PT com autonomia e protagonismo.
Cida também respondeu sobre a gestão anterior do partido sob o comando de Jackson Macedo, destacando que ele teve papel importante em tempos difíceis, como durante a prisão de Lula, mas afirmou que agora é um novo momento para a legenda. “Jackson foi essencial para manter o partido vivo. Mas agora é outra fase, e eu sou Cida Ramos”, afirmou com firmeza.
A deputada comentou ainda a aproximação do deputado Adriano Galdino (Republicanos) com o governo Lula, e descartou a possibilidade de ele ou o prefeito Cícero Lucena (PP) se filiarem ao PT. Para ela, embora falas de apoio ao presidente sejam bem-vindas, elas não são suficientes para justificar uma entrada no partido.
“Defender Lula é importante, mas não basta. Uma aliança política vai além de discurso, precisa ter identidade e coerência. Quando me perguntam se Adriano ou Cícero cabem no PT, eu digo: não. Eles têm trajetórias e valores muito diferentes. Isso não impede alianças estratégicas, mas dentro do partido, não tem espaço”, concluiu.
Cida Ramos reforçou que uma de suas prioridades é construir um palanque forte e autêntico para o presidente Lula na Paraíba em 2026, com base na união e nos princípios históricos do PT.
A entrevista completa está disponível no canal da TV Arapuan.



