O deputado federal Gervásio Maia (PSB-PB) tende a encarar um cenário desafiador nas eleições de 2026. Os principais entraves à sua reeleição estão ligados a crises internas e à falta de organização do PSB na Paraíba, fatores que têm provocado desgaste político e incertezas sobre o futuro do parlamentar dentro da legenda.
Entre os pontos mais sensíveis está a instabilidade partidária. Crescem as especulações, tanto na mídia quanto entre aliados, sobre uma possível saída de Gervásio Maia do PSB, com rumores de migração para o Republicanos. Esse cenário alimenta questionamentos sobre sua permanência no projeto político liderado pelo governador João Azevêdo e gera insegurança dentro da base socialista.
Outro foco de desgaste são as críticas à direção estadual do PSB. O deputado tem se manifestado publicamente contra o que classifica como inércia e falta de diálogo interno, sobretudo no que diz respeito à formação de chapas proporcionais competitivas para 2026. Segundo Maia, o tempo curto para articulações pode comprometer o desempenho eleitoral do partido no estado.
No campo legislativo, o deputado se envolveu em polêmicas relacionadas a votações no Congresso. Em novembro de 2025, o voto contrário ao PL Antifacção, ao lado do deputado Luiz Couto, gerou forte repercussão negativa nas redes sociais e críticas de setores da sociedade. Já em setembro do mesmo ano, sua posição favorável à PEC da Reforma Administrativa (PEC 38/2025) também provocou debates, principalmente por ameaçar a estabilidade de servidores públicos.
Além disso, como relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, Gervásio Maia esteve no centro de embates entre o Congresso e o governo federal. O relatório apresentado, que previa maior flexibilidade na meta fiscal e novas regras para fundos eleitorais, foi alvo de críticas e acabou sofrendo vetos presidenciais em alguns pontos.



