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Puxinanã entra no centro da polêmica sobre excesso de servidores temporários na Paraíba

O município de Puxinanã ganhou destaque no debate estadual sobre a contratação de servidores temporários, ao aparecer com índices acima do limite legal de 30%. A cidade, que deveria seguir a legislação de equilíbrio no quadro funcional, apresenta percentual semelhante a grandes centros, como Campina Grande (156,45%) e João Pessoa (173,57%).

A situação é considerada polêmica porque, apesar de ter porte bem menor, Puxinanã figura ao lado das maiores cidades do estado quando o assunto é descumprimento da regra. O caso expõe não apenas a fragilidade da gestão municipal, mas também a dificuldade de adequação estrutural enfrentada por prefeituras de diferentes portes.

De acordo com os dados oficiais, 178 municípios paraibanos — ou 80% de todo o estado — ultrapassam o limite estabelecido. Entre os extremos, aparecem Baía da Traição, com impressionantes 477,94% de temporários, e Cruz do Espírito Santo, com 368%. Já em São João do Rio do Peixe (239,45%), Bayeux (225,14%) e Umbuzeiro (216,03%), a situação também ultrapassa em várias vezes o teto permitido.

Mesmo as maiores cidades não escapam: João Pessoa, Campina Grande, Patos e Santa Rita figuram na lista com índices bem acima do permitido, reforçando que a irregularidade é generalizada.

Dos 178 municípios notificados, 136 já apresentaram planos de redução, a maioria com previsão de realização de concursos públicos. Outros 42 não enviaram qualquer documentação, 33 não responderam às intimações e nove pediram mais prazo ou alegaram já estar dentro da legalidade.

Em Puxinanã, a prefeita Eleuza Maria de Oliveira já havia assinado, em 28 de julho de 2025, um Termo de Compromisso no qual se comprometeu a reduzir o percentual de temporários de 160,3% para o limite legal de 30% até 31 de dezembro de 2028 — meta que, diante da dimensão do problema, levanta dúvidas sobre a real viabilidade de cumprimento.

Além da meta principal, a prefeita também assumiu obrigações como:

Executar integralmente o plano nos prazos estabelecidos;

Não realizar novas contratações temporárias sem atender rigorosamente aos controles preventivos;

Submeter ao TCE-PB relatórios trimestrais de acompanhamento;

Permitir fiscalização irrestrita durante todo o período de execução;

Comunicar imediatamente qualquer fato que possa comprometer as metas;

E manter os controles mesmo após atingir o índice legal.

O polêmico caso de Puxinanã, portanto, simboliza a complexidade do problema. Embora não esteja entre os municípios com maior índice de contratações temporárias, sua situação revela que nem as cidades de médio porte conseguem se adequar, reforçando o desafio de uma solução sustentável.

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